Starship conclui 12º voo de teste e implanta satélites Starlink
A nave mais potente do mundo, desenvolvida pela SpaceX, realizou missão crucial com foco na melhoria da propulsão e pouso.
A SpaceX, empresa do bilionário Elon Musk, concluiu com êxito o 12º voo de teste de sua nave Starship, a mais poderosa do mundo, na última sexta-feira (22), a partir de sua base no Texas, Estados Unidos. A missão, sem tripulantes, visou avaliar redesenhos no propulsor e na base de lançamento, além de simular a implantação de satélites, aproximando o projeto de futuras jornadas tripuladas à Lua.
A decolagem da Starship ocorreu por volta das 20h30 (horário de Brasília) e, após cerca de uma hora de voo, o estágio superior do veículo espacial realizou o pouso, embora com a nave posteriormente coberta por chamas. Este teste foi fundamental para a SpaceX experimentar a nova geração da Starship (V3), que foi redesenhada para permitir voos mais longos e com intervalos significativamente menores entre si, marcando um avanço na ambição da empresa.
Este 12º voo faz parte de uma intensa campanha de testes que a SpaceX vem realizando desde abril de 2023, com o objetivo de desenvolver supernaves reutilizáveis para exploração espacial profunda. Os testes anteriores, por vezes marcados por explosões ou perdas de contato, foram cruciais para aprimorar o design e os sistemas, culminando no quarto voo, em junho de 2024, que foi o primeiro considerado bem-sucedido com pousos controlados do propulsor e da nave.
A Starship V3, em particular, teve seu sistema de propulsão repaginado, o tanque de combustível ampliado e incorporou um mecanismo inovador para transferir propelente no espaço, indicando a complexidade e a escala do projeto. Durante sua trajetória orbital, a Starship demonstrou capacidade ao liberar com sucesso 20 simuladores de satélites Starlink, além de dois satélites reais modificados que gravaram imagens externas da nave.
Apesar da perda de um de seus motores durante a missão, o veículo espacial conseguiu completar a manobra de retorno no final do voo, conforme detalhado pela empresa. Essa resiliência técnica sublinha os progressos incrementais na confiabilidade dos sistemas, essenciais para missões tripuladas.
O projeto Starship, que já consumiu mais de US$ 15 bilhões em investimentos, segundo informações da Reuters, é a peça central da estratégia da SpaceX para o futuro da exploração espacial. Com a nova versão da nave, a empresa de Elon Musk busca se aproximar de um modelo capaz de atender aos requisitos das futuras missões da Nasa para a Lua, incluindo o programa Artemis.
Além das ambições espaciais, a SpaceX protocolou um pedido de oferta pública de ações, com Musk sinalizando uma avaliação de US$ 1,75 trilhão, um valor que excede em quase 100 vezes o faturamento anual projetado da companhia para 2025, de US$ 18,5 bilhões, e muito superior ao observado em gigantes tecnológicas como Apple e Nvidia.
Os próximos passos da SpaceX incluem o objetivo ambicioso de abastecer a Starship com uma nave reserva no espaço e, a longo prazo, realizar um lançamento por hora, uma meta que revolucionaria o acesso ao espaço. A continuidade dos testes é vital para validar essas capacidades e otimizar a operação das naves, visando não apenas missões lunares e marcianas, mas também a redução drástica dos custos de transporte espacial através da reutilização completa dos foguetes.